O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) divulgou imagens que mostram crianças sírias, muitas delas de apenas três anos, trancadas em uma gaiola, em Douma, próximo a Damasco, capital da Síria .A imagem recriou a aterrorizante cena que mostra o piloto jordaniano, Muath al Kasaesbeh, sendo queimado vivo pelos extremistas
Felizmente, as imagens foram feitas com o objetivo de chamar a atenção para a quantidade de crianças e adultos que que estão sendo mortos durante os ataques do Governo Sírio
As crianças aparecem vestidas com o macacão laranja que costumam colocar em seus capturados Amontoadas dentro da gaiola, algumas delas exibem cartazes com a frase "Pare a matança das crianças" O protesto foi considero o mais doentio de todos
Minha opinião: Como podem fazer isso com nossas crianças que são o futuro do país?! Esse povo é doentio, tinham que investir, mas ao invés disso fazem com que elas se tornam terroristas, onde vamos para com tanta violência, isso é uma vergonha...
A solução que muitos pais têm encontrado para evitar os eternos pedidos de dinheiro dos filhos é a mesada. No entanto, apesar de parecer uma boa solução, os pais têm dúvidas sobre como proceder ao instituir a mesada e se ela realmente produz os benefícios que promete.
Do ponto de vista dos filhos, a mesada representa uma espécie de "independência econômica". Isso não significa que ela deva suprir todas as necessidades da criança e do adolescente, mas, sim, permitir que eles passem a administrar uma determinada quantia e, com isso, não precisem pedir dinheiro para todo e qualquer gasto. Além disso, eles podem fazer alguma economia e planejar gastos maiores a longo prazo. Os benefícios disso são inegáveis: além de desenvolver o senso de responsabilidade, a administração de uma mesada pode ensinar o quanto pode ser difícil fazer o dinheiro render quando não se tem controle sobre os próprios impulsos de consumo. Porém, tudo isso só acontece quando são tomados alguns cuidados. Vejamos alguns deles:
Evite:
· Dar mesada para crianças muito pequenas. Como elas não compreendem muito bem o valor das coisas, podem gastar tudo de uma única vez e acabar pedindo mais dinheiro para os pais, sem que a lição lhes traga qualquer ensinamento. O ideal é que a mesada seja dada a crianças que já tenham noção do valor do dinheiro e das coisas que querem comprar e saibam fazer cálculos simples, como o valor de um troco a receber, a fim de que não sejam enganadas por qualquer vendedor mal-intencionado.
· Estabelecer um valor muito alto ou muito baixo para a mesada. Uma criança ou adolescente com muito dinheiro podem se ver estimulados a um consumismo excessivo, às vezes fora do padrão econômico da família; por outro lado, um valor irrisório pode fazer com que o filho não se sinta capaz de administrar o próprio dinheiro, não por falha sua, mas porque o dinheiro não é suficiente para cobrir os seus gastos.
· Complementar com freqüência a falta de dinheiro ocasionada pela má administração da mesada. Muitas crianças e adolescentes gastam além da conta e passam a recorrer sistematicamente aos pais para conseguir mais dinheiro. Se os pais cedem aos pedidos, o filho não aprende a controlar os impulsos e cria a ilusão de que pode gastar sem limites. Quando isso acontece, a mesada perde a sua função.
· Vincular o recebimento da mesada ao desempenho escolar. Nunca se deve ensinar uma criança ou adolescente a estudar para receber prêmios financeiros. O estudo é uma tarefa a que os filhos devem se dedicar pela importância que tem em suas vidas. Se a pessoa estuda apenas para garantir a mesada no final do mês, sente-se desobrigada disso se, por algum motivo, a família deixa de ter condições de dá-la.
Procure:
· Estabelecer o valor da mesada juntamente com seu filho, deixando claro quais as despesas que o dinheiro deve cobrir e quais serão pagas pelos pais. Por exemplo: a família pode estabelecer que a mesada deve cobrir o transporte, o lanche e eventuais passeios com os amigos, ficando a cargo dos pais o pagamento das mensalidades da escola e passeios realizados em família. Se os pais quiserem que o filho aprenda a economizar, é importante que haja alguma folga monetária para isso, por menor que seja. Exigir economia de uma criança ou adolescente com orçamento apertadíssimo pode gerar brigas sem sentido.
· Analisar qual a periodicidade mais adequada para o recebimento da mesada. Crianças mais novas, em geral, têm mais dificuldade em fazer planejamentos a longo prazo e, portanto, em administrar seu dinheiro por um período longo. Nesses casos, é mais recomendável que o dinheiro seja dado semanalmente ou a cada quinze dias. Isso ajuda a criança a desenvolver gradualmente maior controle sobre seus gastos.
· Negociar aumentos e complementações. Sempre que o filho pedir um aumento de mesada, é importante que os pais sentem com ele e analisem o motivo do pedido. Que gastos aumentaram? Por que há necessidade maior de dinheiro nesse momento? Caso o filho peça um complemento porque o dinheiro acabou, é necessário que se verifique que gastos fizeram com que o dinheiro terminasse antes do planejado. Se houver um bom motivo, como a necessidade de pagar uma despesa não planejada, não há problema algum na complementação. Se, no entanto, a falta de dinheiro ocorrer por excesso de gastos desnecessários, é mais saudável que a criança ou o adolescente sinta as conseqüências de seus exageros.
· Valorizar a boa administração do dinheiro. O filho deve sentir que os pais estão atentos para a forma como ele gasta o seu dinheiro e que eles apóiam o seu esforço para gastar dentro de suas possibilidades.
A experiência de administrar o próprio dinheiro ensinará mais à criança e ao jovem do que vários sermões a respeito do assunto. É por isso que a mesada pode ser uma ótima oportunidade de aprendizado para toda a família, até mesmo para os pais: não é só a responsabilidade do filho que será desenvolvida, mas também a confiança dos pais no bom senso e na capacidade de controle dele.
Aprendizado com diversão. Quem se dispõe a assistir aos Jogos Olímpicos de olhos atentos não apenas na competição, mas em tudo o que ela envolve, pode aprender muito também sobre cultura, história, geografia, matemática, física e biologia. Realizada de quatro em quatro anos, a Olimpíada é o maior evento esportivo mundial. A próxima, que vai acontecer de 27 de julho a 12 de agosto de 2012 em Londres, reunirá mais de 10 mil atletas de duas centenas de países na disputa de medalhas em 36 modalidades. E será uma preciosa oportunidade de transformar a transmissão esportiva pela televisão em uma grande - e divertida - sala de aula.
A professora Kátia Rubio, especialista em psicologia do esporte, usa o termo "educação olímpica" para descrever a experiência - e tem até um livro sobre o assunto. "A Olimpíada é um tema transversal, porque se apropria de muitos outros assuntos de interesse além do esporte", afirma. "Lembrar que os jogos começaram a ser disputados ainda na Antiguidade, na Grécia, é uma aula de história. Da mesma forma, a apresentação das delegações na cerimônia de abertura é um riquíssimo painel da nossa diversidade cultural, mostrando os valores e tradições de cada país. E quando abordamos os limites de cada esporte e os efeitos do doping, estamos falando de processos biológicos", observa.
A cerimônia de abertura é um momento que remete naturalmente à história, pois sempre faz referência aos gregos e a edições anteriores da Olimpíada. É um bom momento, portanto, para explicar aos pequenos o que foi a civilização grega e porque ela ainda influencia as sociedades modernas. Estudantes do Fundamental II e do Ensino Médio irão se beneficiar se seus pais ou professores se lembrarem de histórias de edições passadas da Olimpíada que tiveram implicações políticas, como os jogos de Munique (1972), afetados pela guerra entre palestinos e israelenses; os jogos de Moscou (1982), boicotados por vários países, entre eles os EUA, por causa da Guerra Fria; a Olimpíada de Berlim (1936), com a qual Adolf Hitler tentou demostrar a superioridade do povo alemão, mas que teve como mais célebre medalhista um atleta negro (Jesse Owens, EUA); e os jogos de Sydney (2000), os primeiros a trazer as Paraolimpíadas (para atletas deficientes) logo ao final da competição regulamentar. Os exemplos são inúmeros.
Para Irineu Loturco Filho, diretor técnico do Núcleo de Alto Rendimento (NAR) do Grupo Pão de Açúcar, que prepara atletas brasileiros de ponta (inclusive olímpicos), dois grandes ensinamentos para as crianças vêm com a Olimpíada. "O primeiro é o idealismo", diz. "O esporte é feito de heróis, já que o atleta é um idealista, alguém que normalmente começou de forma humilde e se sacrificou por anos para mudar a sua vida e a de sua família", explica. O segundo grande aprendizado é o da disciplina, de acordo com Irineu. "A alta perfomance do atleta só se obtém com muita disciplina, com o cuidado excessivo em todas as áreas. Para as crianças, fica o exemplo de que a disciplina é importante também para as tarefas do dia a dia, como estudar, obedecer às regras em casa, na escola e na sociedade", conta. É algo que entra na formação do caráter, e ninguém precisa ser atleta olímpico para se beneficiar desse ensinamento. "No meio do esporte, a cobrança, a necessidade de sempre melhorar e o conceito de disciplina ajudam o jovem a se abster de riscos que sempre o rondam, como o álcool, as drogas e a violência." Outra lição que vem dos esportes, mas dos coletivos, como vôlei, futebol e provas de revezamento, é a importância de cumprir corretamente o seu papel e fazer o melhor para que o companheiro também consiga obter o máximo resultado.
Pedagogo é aquele que ensina, que sabe empregar a pedagogia. Espera-se que saiba como ensinar e como mobilizar as diferentes áreas do conhecimento, para fazer educação com qualidade. Deve ser capaz de responsabilizar-se, com o professor, pelo pleno desenvolvimento das potencialidades do educando, conforme determina a legislação vigente. Seu objeto de ação é o desempenho docente, do ponto de vista das competências básicas do professor, na operacionalização do projeto político-pedagógico da escola.
Cabe ao pedagogo exercer a liderança do sistema educacional, seja na gestão do ensino, na supervisão ou na coordenação pedagógica. Para isso, ele precisa sair da faculdade capaz de efetivar o trabalho coletivo na escola, sabendo promover a integração das competências de todos, contribuindo para o crescimento e a profissionalização dos educadores, despertando, em cada profissional, o desejo de atuar de forma diferente, conferindo-lhe ânimo para romper com a rotina cansativa que apaga a alegria de aprender da maioria dos alunos, construindo uma equipe de trabalho eficiente e uma escola de vanguarda.
Bem assessorado pela liderança de um bom pedagogo, o professor inova com criatividade e segurança, sem se sentir sozinho na construção da própria competência pessoal e profissional. Pode contar sempre com a parceria de alguém capaz e disponível.
O pedagogo atuante favorece a formação de grupos de estudo, fortalece a interação humana na escola, melhora o clima organizacional de maneira significativa, estimulando o respeito mútuo e a boa convivência.
Para bem atuar no enfrentamento de suas funções no cotidiano da escola, é necessário saber com muita clareza o que é essencial, o que é importante e o que é acidental. Mas não basta só saber. É preciso querer e priorizar fazer só o que é necessário a cada momento. O pedagogo realmente competente só tem tempo para o que é essencial em seu campo de atuação. Ele deve procurar executar a essencialidade com muito esmero, dando atenção aos detalhes, garantindo o sucesso em tudo na primeira investida, evitando o desperdício de esforços e de tempo, agindo como estimulador cultural, criando condições necessárias à conquista de melhores resultados operacionais, vencendo, uma a uma, as amarras do tradicional em seu trabalho, sem medo de errar, evitando ser um tarefeiro, pau para toda obra ou fiscal do desempenho do professor.
Ao explorar objetos e ambientes variados,a criança vai montando uma representação do espaço e aprende a se orientar por pontos de referencia multifacetada, a noção do espaço é, desse modo, um processo de amadurecimento que pode ser favorecido por professores e pais.
Logo nos primeiros dias de vida, o bebê se inicia em uma jornada digna de um desbravador. Sem experiência, ele precisa distinguir e compreender as formas estáticas e em movimento que aparecem em seu campo de visão. Em outras palavras, para ele, o espaço ao redor ainda está por se constituir. "Lidar com o mundo, nessa fase, é reconhecer objetos e interagir com eles", explica Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). "O desafio é grande porque o espaço é algo contínuo, sem separações." As rupturas entre os objetos e as relações entre eles são construídas ao longo do desenvolvimento infantil e se estendem ao menos até a adolescência.
Essa criação pessoal do mundo ocorre em paralelo a outro processo importante: a construção da subjetividade, que se dá em grande parte pela exploração dos limites do próprio corpo. Uma elaboração colabora para o avanço da outra, tornando o entendimento sobre o entorno cada vez mais complexo e abrangente.
Um aspecto fundamental para esse desenvolvimento em duas frentes é a ideia de permanência do objeto. Trata-se da capacidade de criar uma imagem mental de algo, mesmo sem tê-lo diante dos olhos. Ao ser capaz de fazer isso, o bebê tem a primeira questão espacial - onde está o objeto que ele sabe existir, mas está ausente? Essa noção ganha um impulso quando ele começa a se deslocar com autonomia.
Assim que aprende a engatinhar, a criança não só pode pensar numa bolinha, por exemplo, mas se propõe a encontrá-la. Assim vem uma sequência: achar o brinquedo no ambiente em que ele está, entender onde ela própria se encontra e elaborar uma trajetória de deslocamento para chegar ao objetivo. Para isso, são necessárias referências para a orientação. Surge aí a exigência de estabelecer relações posicionais entre os objetos - se a bolinha rolou para trás do sofá, como se deslocar para alcançá-la?
Quando a criança é agitada demais, ela pode sofrer de transtorno do déficit de atenção. Descubra o que é esse problema e se seu filho precisa de ajuda.
Inquietude, falta de concentração, impulsividade. Parece que todo menino e menina é assim. Mas, às vezes, esses traços podem ser sinais de uma doença que atinge de 3% a 5% das crianças no mundo: o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O problema, de causas genéticas, surge na infância e pode até atrapalhar o rendimento escolar e a relação com os colegas.
"O importante é verificar se esses sinais persistem há mais de seis meses e acontecem em dois locais diferentes. Às vezes, a criança é hiperativa em casa, mas se comporta bem na escola e na aula de judô, por exemplo", afirma o médico Erasmo Casella, neurologista da infância e da adolescência e coordenador do Ambulatório de Distúrbios da Aprendizagem do Hospital das Clínicas de São Paulo. Diagnóstico só em maiores de 6 anos
Para obter informações sobre o comportamento da criança, a mãe precisa sondar a escola. "Quando há um problema que causa prejuízo na aprendizagem, a própria professora repara", diz Casella. O diagnóstico, no entanto, só deve ser feito após os 6 anos. "Quanto mais imatura for a criança, mais fácil confundir."
Em muitos casos, o diagnóstico requer o uso de estimulantes. "O primeiro passo é relatar o problema ao pediatra", diz o médico. Não buscar ajuda é um erro, porque o transtorno pode acompanhar seu filho na vida adulta e causar problemas familiares, sociais e profissionais.
Abaixo, estão alguns dos sintomas que sugerem o distúrbio. Mas é importante lembrar que há outros critérios e apenas identificá-los não é o suficiente para fazer um diagnóstico.
Não consegue pretar muita atenção
Parece não estar ouvindo quando se fala diretamente com ela
Não segue instruções até o fim e não termina deveres de escola, tarefas ou obrigações
Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades
Perde coisas necessárias para as atividades (por exemplo, brinquedos, deveres da escola, lápis ou livros)
Distrai-se com estímulos externos
Mexe com as mãos os os pés ou se remexe na cadeira
Sai do lugar na sala de aula ou em outras situações em que se espera que fique sentada
Não para ou frequentemente está "a mil por hora"
Fala em excesso
Responde a perguntas de forma precipitada, antes de elas terem sido concluídas
O desenvolvimento de uma nação certamente esta amparado
na educação. Alem da industrialização, de um varejo forte e da prestação de serviços,
a educação e a formação de qualidade sempre devem ser priorizadas. Esse assunto
não é novo, mas sempre é importante a sua discussão ate porque investimentos na
educação básica, no ensino superior e no técnico estão aquém das necessidades.
Nos últimos anos, o Brasil ganhou destaque no cenário
internacional, passando de mero coadjuvante a um dos atores principais. A opinião
de nossos governantes começou a ser ouvida, e considerada. Se na economia houve
avanços, obtidos principalmente por meio aumento da renda da população, o que
estimulou o consumo e, por conseqüência, a produção e a manutenção dos
empregos, o mesmo não ocorreu com a educação.
A educação brasileira continua mal avaliada. Embora
dados do Instituto Nacional de estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(ideb), órgão vinculado ao Ministério da educação, indiquem que as metas
estabelecidas para a educação básica, ensino fundamental e médio estejam sendo alcançadas,
não há percepção geral de que a qualidade avançou.
Freqüentemente são divulgadas pesquisas que apontam
que crianças e jovens não conseguem aprender matérias básicas, como português e
matemática. O desinteresse, salvo algumas exceções, praticamente é geral,
passando por alunos, pais e professores.
A mais nobre das profissões no rol das gloriosas ocupações que integram o universo da Educação está a um passo de entrar em colapso. O magistério nunca esteve tão desmotivado e nem nunca foi tão vilipendiado como tem sido na 6ª maior economia do planeta.
Não que o drama da classe seja novidade. Professor é desrespeitado desde sempre. Mas esqueçamos as barbaridades cometidas contra o magistério no passado para nos concentrar em apenas um dos problemas centrais da categoria no Brasil de hoje: os baixos salários dos professores.
O novo piso do magistério, anunciado no mês passado pelo MEC (Ministério da Educação), recomenda aos estados e municípios pagar um salário mensal de 1.451 reais aos professores por um regime de 40 horas semanais de trabalho. Note-se que este valor é apenas uma recomendação. Não uma exigência.
Mesmo sendo baixo para uma categoria desta importância, o piso proposto é inatingível à grande maioria das 5,5 mil prefeituras brasileiras.
Levantamento divulgado em março no Paraná, estado onde o cenário de crise da Educação é menor, revelou um dado assustador: 51% dos 399 municípios do Estado já concederam reajustes salariais ao magistério em 2012.
Mesmo assim, não atingiram o valor. E o quadro deve piorar em 2013. Primeiro, devido à insuficiência das receitas das prefeituras. Depois, em função do efeito cascata que a correção do piso acarreta sobre as folhas de pagamento dos governos municipais devido à necessidade de repasse do valor aos professores aposentados e a todos os beneficiados pelos Planos de Cargos e Salários do Magistério – fato que, aliás, deve obrigá-los a superar o limite dos 52% de comprometimento de sua receita corrente líquida com pessoal, fixados pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
Em estados mais pobres, o quadro é ainda pior. Seus governadores podem pedir ajuda à União para complementar os valores que as prefeituras pagam até atingir o piso. Mas apenas 1.756 municípios de nove estados do Norte e Nordeste (AL, AM, BA, CE, MA, PA, PB, PE e PI) que recebem recursos do governo por meio do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério) têm este direito garantido. Os demais penam em tirar da cartola soluções financeiras mágicas para honrar as exigências previstas na Lei do Piso.
Esta é uma das razões pelas quais, como denunciam os prefeitos, um dos pilares do problema é a insuficiência dos recursos para o financiamento da Educação. De acordo com o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, de cada 1 real arrecadado em impostos pelo Brasil, 57 centavos ficam com a União e apenas 18 centavos, com os municípios.
Isto não significa que os municípios não tenham culpa pelos baixos vencimentos pagos aos professores, mas que a política salarial do magistério não pode ser tratada apenas como uma questão econômica e de responsabilidade apenas das prefeituras. Há um componente fortemente político na solução dos baixos salários dos professores, que passa por uma ampla reforma tributária – seguida de uma distribuição mais justa de receitas entre os Entes Federados – para garantir o custeio dos aumentos de vencimentos que os professores merecem.
Mas o caos do magistério é extremamente grave por outra razão – e é neste aspecto que reside o eixo deste artigo. É que a consequeência direta do descaso imposto ao magistério é o desinteresse dos jovens pela carreira e a fuga dos profissionais que já atuam na área para outras atividades, mais rentáveis e menos desgastantes.
Os dados justificam esta preocupação. Estudo encomendado pela Fundação Victor Civita à Fundação Carlos Chagas revelou que somente 2% dos estudantes do ensino médio têm como primeira opção no vestibular cursos ligados ao magistério.
E isto não é tudo.
De acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), entre 2001 e 2006, o número de cursos de licenciatura cresceu 65%; o de matrículas, apenas 39%. As conseqüências do problema são palpáveis: ainda segundo o Inep, considerando-se apenas o Ensino Médio e as séries finais do Ensino Fundamental, o déficit de professores com formação adequada passa dos 710 mil no Brasil todo.
Como se percebe, a degradação das condições de vida do magistério é muito mais que a degeneração de uma categoria profissional. É sinal da grave crise enfrentada pela instituição Educação.
E não se diga que a culpa pelo problema é apenas dos governantes e legisladores que prometem – e nunca cumprem – posicionar a Educação como sua prioridade. A imprensa, o setor privado e a sociedade adotam rigorosamente a mesma atitude.
A mídia porque, ao invés de promover um debate sério e profundo sobre a Educação, prefere concentrar seu poder de fogo na divulgação sistemática da mediocridade e da cretinice, classificadas de notícias. “Notícias” que agradam ao andar de baixo mas que, acima de tudo, rendem mais reais porque possuem perfil marcado por apelo supostamente popular – futebol, sexo, escândalos, criminalidade e as costumeiras idiotices envolvendo celebridades midiáticas.
O setor privado porque, embora se defina como de vanguarda no ensino, guardadas as exceções de sempre, paga aos seus professores menos que a grande maioria dos profissionais com formação universitária e lhes oferece condições de trabalho nem sempre dignas. Com a diferença de que, pela pressão da lógica capitalista, cobra deles muito mais resultados que no setor público.
A sociedade também é responsável pelo problema. Ao invés de enfrentar este cenário com a seriedade que o tema merece, intensificando as cobranças tanto dos agentes públicos quanto dos privados, prefere desestimular seus filhos a seguir a profissão, rendendo-se à lógica pragmática do capital. Ou apenas se omitir do processo, quando entrega às escolas o ingrato papel (que é seu) de educar os próprios filhos.
O Brasil, que sonha em ser alçado ao seleto rol dos países desenvolvidos, está acabando com a carreira do magistério. Por analogia, está comprometendo seriamente a Educação e, o que é pior, o futuro que estamos reservando aos nossos descendentes. Triste que seja assim.
Pergunte a seus pais como eram as aulas na escola deles. Tirando os castigos e o fato de educação sexual ou ecologia não figurar nos livros, as coisas não eram lá muito diferentes de hoje. Professor na frente da turma, escrevendo a matéria no quadro e explicando o con¬teúdo, alunos anotando tudo para serem testados em provas, semanas depois. Há décadas o modelo é o mesmo.
O problema é que, do tempo da escola dos nossos pais até hoje, a ciência descobriu muita coisa sobre o caminho que a informação faz quando sai do quadro-negro, livro ou computador, passa pelos olhos e ouvidos e se transforma em memória. Há 10 anos, pedagogos e psicólogos tinham o monopólio das teorias sobre o assunto. Mais recentemente, cientistas de outras áreas resolveram estudar o chamado sistema cognitivo. “Quanto mais aprendemos sobre como nosso cérebro processa e armazena novas informações, mais des¬¬¬¬cobrimos que nosso sistema educacional está errado”, diz Jamshed Bharucha, doutor em psicologia cognitiva pela Universidade Harvard, dos EUA. As pesquisas têm derrubado mitos, apontado métodos mais eficazes e comprovado o que psicólogos, filósofos e pedagogos já falam há décadas: uma sala de aula deve ser mais do que esta que está aí.
Não que os cientistas tenham descoberto fórmulas mágicas de ensino. Na verdade, grande parte do que se fala sobre o cérebro e a educação é bobagem (conheça os 6 “neuromitos” ao longo desta matéria). “Há um buraco entre o estado atual da neurociência e sua aplicação direta na sala de aula. Mesmo assim, os professores têm acesso a vários programas de ensino baseados no cérebro”, afirma Usha Goswami, diretor do Centro para Neurociência na Educação da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, num artigo na revista Nature de junho. “Alguns desses pacotes têm quantidades alarmantes de informações erradas.”
Mas há descobertas quentes envolvendo a aprendizagem como uma atividade de todo o corpo. “Quan¬do um professor en¬tende o cérebro, conclui que ele precisa de nutrientes, e o aluno precisa estar bem alimentado; que uma sala pouco ventilada diminui a atenção e que a memória depende do sono”, diz Leonor Guerra, pesquisadora de neurociência da UFMG. “Estudos nessa direção estão baseando as mudanças na maneira de educar.”
Menos horários
Primeira mudança: as aulas dos adolescentes devem começar mais tarde, lá pelas 11 horas. Para a Fundação Americana do Sono, dos EUA, o hábito dos adolescentes de matar a 1ª aula, chegar atrasado na 2ª e tirar um cochilo na 3ª não é pura vagabundice da idade. Nem é porque os jovens fumam maconha demais. Mas é fruto dos hormônios da adolescência, que pedem pelo menos 9 horas de sono por dia e fazem a atenção dos jovens só atingir o pico às 11 horas.
A escola deveria se adaptar a esse metabolismo diferente. Uma pesquisa da fundação mostrou que 60% dos adolescentes têm sono de manhã – bem mais que as crianças. Ou seja: o horário segue uma lógica inversa. As crianças, que geralmente acordam cedo, costumam estudar à tarde, e quando viram adolescentes precisam responder chamada às 7h15.
O problema é que implementar uma mudança no horário alteraria toda a rotina e os horários da família. Mas escolas americanas que transferiram o início das aulas das 7h15 para as 8h40 tiveram alunos mais atentos. Na região da Nova Inglaterra (EUA), a mudança foi a¬com¬panhada por cientistas e documentada. As pesquisas mostraram que a média das notas aumentou (ainda que timidamente), as faltas caíram e os alunos passaram a ter menos sono.
Outra pesquisa sobre o sono e seu impacto sugere uma mudança mais radical: instituir a sesta depois de uma aula puxada. Um estudo da Universidade Harvard mostrou que, ao passar por aulas que exigiam muita atenção, os alunos lembravam-se mais do conteúdo quando tiravam uma sonequinha de 30 a 50 minutos.
Mais provas
Além do horário de início da aula, há uma outra convenção sem base científica: aulas que duram 50 minutos. “É muito tempo para o cérebro de uma criança. Nos 10 primeiros minutos de aula a atenção do aluno é boa. Se a informação for importante, ele segura a atenção; de outra forma, dispersa”, diz Leonor Guerra, da UFMG. “É importante dividir esse tempo em atividades diferentes.”
Para saber o tanto que os alunos prestam atenção na aula, uma escola perto de Newcastle, na Inglaterra, virou um verdadeiro laboratório de aprendizagem. A diretoria decidiu testar o mesmo conteúdo em turmas diferentes com métodos completamente distintos. Em uma delas, a matéria do dia seria formatada em seções de 8 minutos. Depois disso, uma pausa de 10 minutos, com brincadeiras que não tinham nada a ver com a disciplina. Mais 8 minutos do mesmo conteúdo. Pausa de 10 minutos, outra revisão. A retenção do conteúdo foi muito maior que a partir do método comum, mostrando que no começo da aula a criançada presta atenção se o conteúdo for interessante. E, se houver pausas, melhor ainda.
Outro problema da educação convencional é a semana de provas. Você se acha meio devagar por ter estudado para um monte de matérias e dali a 6 meses não lembrar de mais nada? Calma, há uma explicação científica. Segundo Bharucha, de Harvard, quando há muitas provas de diferentes matérias em pouco tempo, a chance de o aluno reter as informações é muito menor do que se a avaliação fosse dispersa no tempo. “Uma escola ideal tende a ter avaliação baseada na matéria estudada, e não no tempo que o aluno assiste às aulas”, diz Fredric Litto, professor da Escola do Futuro da USP , núcleo que pesquisa novas formas de educação. “Assim, um curso pode durar 3 horas, 3 dias ou 3 semanas, e não necessariamente 3 meses.”
Pois é o ano esta acabando a forma de ensino muitas vezes não mudam nada, no ponto de vista, é preciso avançar na maneira de encarar o direito do modo de pensar de nossas crianças, de como melhorar o ensino sem que seja monótona, para que os alunos continuem motivados o ano todo e tenham prazer em aprender.
Não resta dúvida de que o mais útil conceito de educação é o de tomá-la como um processo pelo qual se adquire modo de comportamento.
A educação, no entanto, era considerada como processo encarregado da direção da vida, que determinava o que a geração nova deveria pensar e fazer. Aquilo que as crianças devem saber já era conhecido e esse conhecimento estava de posse dos pais.Um dos problemas que estamos enfrentando nos dias de hoje, é a falta de um trabalho que resgate os valores pessoais nas escolas. Essa questão deveria ser melhor trabalhada para que os alunos adquirissem maior noção de respeito no trato consigo mesmo e com os outros.
Muitas vezes, a escola se esquece de trabalhar os valores pessoais de seus alunos, o que poderia servir de excelente meio de motivação.
O desafio é motivar as crianças para que se sintam preparadas para vitórias e derrotadas. A grande pergunta é como motivar nossos alunos, se grande parte dos professores se sentem desanimados e amargurados? Como mudar isso na educação?
Brasilia: A Comissao Especial da camara aprovou ontem (14/12/11), por unanimidade, projeto de lei que poribe os pasi de aplicarem castigos fisicos nas criancas e adolescentes. Conhecida como Lei da Palamada, a proposta foi aprovada depois que o governo concordou em ceder à permissão da bancada evangelica e alterou a expressão"castigo corporal" por "castigo fisico".
O projeto, que devera seguir direto para o Senado sem passar pelo plenario da Camara, altera o Estatuto da Crianca e do Adolescente e
nao estabelece nenhum tipo de criminalizacao para pais que baterem nos filhos. Mas a proposta preve multa de tres(R$1.635)a 20 salarios minimos(R$10.900) para os medicos, professores e agentes publicos que nao denunciarem castigos fisicos, maus tratos e tratamento cruel.
Tambem para contemplar os pleitos da bancada evangelica, a relatora Teresa Surita, retirou do texto a palavra "dor" e a substituiu por "sofrimento", na definicao do que é castigo fisico.
"Nao há interferencia na familia. Nao ha punicao dos pais. Mas nao podemos esquecer que a violencia mais grave comeca com uma palmada", resumiu a relatora.
Enviado ha um ano e cinco meses pelo Palacio do Planalto ao Congresso, o projeto aprovado no dia 14 de dezenbro contou com o aval do Execituvo. " Se voce pensar que no futebol voce nao ve uma palamda, que os animais nao sao mais adestrados com violencia(nem sempre é dessa maneira), porque nao pensar em uma educacao para poder proteger uma crianca sem fazer violencia fisica?", argumentou a secretaria Nacional de Direito da Ceianca e do Adolescente, Carmem Oliveira, que foi a Camara acompanhar a votacao da Lei da Palmada.
Pelo projeto, os pais ou responsaveis pela crianca ou adolescente na qual aplicarem castigo fisico podem ser encaminhados a programas de acompanhamento psicologico, cursos de orientacao e ate receber advertencias de juizes de varas da infancia. "Serao feitas campanhas esclarecendo como educar sem o uso da violencia. O que vai existir é a informacao de que bater nao educa", disse Teresa.
O fracasso escolar é o insucesso da aprendizagem e dos objetivos de ensino, pode ser compreendido, num primeiro momento, como algo vinculado a auto-estima no processo de aprendizagem, algo que inviabiliza a capacidade de um ou mais indivíduos de aprender, de acreditar e sentir-se digno de que pode apropriar-se do conhecimento.
A discussão sobre o fracasso escolar tem sido objeto de várias análises, pesquisas, proposições nos sistemas de ensino. Trata-se de temática complexa que não se resume a uma única dimensão e não possui um único culpado. O fracasso escolar também pode ocorrer dependendo do contexto familiar, famílias desestruturadas, crianças que se alimentam mal, têm problema de saúde, emocional, cultural, sociais.
Entretanto, as principais causas do fracasso escolar são oriundas, em sua maior parte, dos sistemas de ensino que não conseguem atender às diversidades de necessidades presentes nas escolas, deixando de identificar onde se localizam as inadaptações à aprendizagem, e levar o aluno a descobrir sua própria modalidade de aprendizagem, considerando como ponto crucial seu modo particular de se relacionar com o conhecimento, ou seja, a aprendizagem escolar.
É fundamental não perder de vista que o processo de ensino-aprendizagem é mediado pelo contexto sociocultural, pelas condições em que se efetivam a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças, no entanto é importante a participação da escola com as famílias para que ambas possam resolver e amenizar o problema.
Quando uma criança ingressa na escola, sua primeira tarefa é aprender a ler e escrever, sendo a alfabetização o centro das expectativas de pais e professores. Os pais a e própria criança não têm, em geral, razão para duvidarem do sucesso nessa nova aprendizagem. No entanto, o que muitas vezes os pais e professores não consideram, é que a leitura e a escrita são habilidades que exigem da criança a atenção para aspectos da linguagem aos quais ela não precisa dar importância, até o momento em que começa aprender a ler e escrever. Por isso, toda a criança encontra alguma dificuldade na aprendizagem da leitura e da escrita. Pois aprender a ler exige novas habilidades, novos desafios à criança com relação ao seu conhecimento da linguagem, sendo então uma tarefa árdua e complexa para a criança.
Para se ensinar adequadamente uma criança, é necessário que se compreenda a relação dela com sua família e também com outras crianças da escola, não podendo se confundir “falta de vontade” da criança em aprender, com os dramas que ela vivencia. O professor, como representante do papel que lhe é socialmente atribuído, ou seja, ensinar depara-se com vários dilemas seus que se misturam com o papel da profissão que ocupa. Os professores assumem, além de ensinar, a disciplina e em tornar uniforme o que é diferente produzindo assim, via educação, os privilégios e os sofrimentos.
O professor, ao perceber o seu cotidiano, as suas tradições, as crenças do que é correto ou incorreto não deve e-las como únicas. E desses conhecimentos e desses saberes não mais único, dessa mudança de olhar, dessa resignificação que se supera o fracasso escolar através da vida cotidiana. Nessa perspectiva, o fracasso escolar passa a ser explicado pela existência de diferenças individuais na capacidade de aprendizagem das crianças.
A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a “tirania da liberdade” em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade. (PAULO FREIRE, 2000: 29)
A sociedade moderna vive uma crise de valores éticos e morais sem precedentes. Essa é uma constatação que nada tem de original, pois todos a estão percebendo e vivenciando de alguma maneira. Muitas vezes por falta de limites as crianças fazer o que querem tanto dentro de casa com na escola.
Nunca na escola se discutiu tanto quanto hoje assuntos como falta de limites, desrespeito na sala de aula e desmotivação dos alunos. Nunca se observou tantos professores cansados, estressados e, muitas vezes, doentes física e mentalmente.
Quando se estabelecem regras as crianças, o seu comportamento diante de diversas situações muda, pois regras ou imposição auxilia no seu aprendizado de como deverá se comportar e reagir frente às dificuldades e deveres de sua vida, promovendo condições para se desenvolver e se organizar de maneira satisfatória.
Indisciplina com relação a horários, desorganização ou birra quando as vontades não são satisfeitas, são alguns dos comportamentos específicos de crianças que evidenciam a falta de limites. Por isso, a importância dos pais colocarem regras e normas de forma adequada desde o nascimento dos filhos, e durante todo o seu desenvolvimento.
Cabe aos pais ajudar seus filhos a lidar com as frustrações do cotidiano, estabelecendo regras claras e consistentes, para que eles possam saber lidar mais pra frente com as situações que lhe aparecem no cotidiano.
Ao estabelecer limites, é importante que os pais adotem uma postura firme e coerente, agindo sempre da mesma forma frente às situações semelhantes.
Para os pais, estabelecer limites aos filhos acaba sendo um aprendizado, pois muitas vezes o adulto vai se deparar com a sua própria dificuldade com relação aos limites. Portanto, a paciência e a calma são requisitos essenciais que os adultos devem ter ao impor limites. Muitas vezes, os pais terão que falar diversas vezes a mesma coisa, para que a criança compreenda a regra do jogo, e a linguagem utilizada deverá sempre ser a mais clara possível, para que ela possa entender. Ao adotar medidas repreensivas, os pais devem levar em consideração que a punição deve ser proporcional ao tamanho da “arte” e a idade da criança.
A falta de limites prejudica aos seus próprios filhos, trazendo conseqüências desastrosas para estes e para a própria família, e num sentido mais amplo para a sociedade. Inclusive quando chegar à difícil fase da adolescência, fase de grandes transformações físicas, emocionais e sociais.
Educar uma criança estabelecendo limites é acima de tudo, oferecer segurança e uma base sólida na formação da personalidade. É educar com amor.
Portanto é necessário refletir sobre os papéis que devem desempenhar nesse processo a escola e, conseqüentemente, os professores, mas também não se pode continuar ignorando a importância fundamental da família na formação e educação de crianças e adolescentes.
O problema do alcoolismo é um grande tabu, mas quando se trata de crianças e adolescentes, a situação é mais complicada e delicada ainda. O assunto é um problema social e deve ser debatido por todos os membros de uma sociedade.
Embora seja notável e comprovado que os casos de alcoolismo infantil e juvenil ocorrem, em sua grande maioria, através da influência de amigos, é necessário um alerta para o ambiente familiar que também pode ser o vilão e fazer com que crianças se interessem pela droga.
Uma pesquisa realizada em todo o Estado de São Paulo mostrou que metade dos estudantes entre 10 e 12 anos já fez uso de bebidas alcoólicas e, na grande maioria, com apoio ou exemplo dos pais. A família precisa ficar atenta como a bebida é apresentada aos filhos, muitos pais oferecem bebida (dedo na espuma da cerveja) aos filhos que acham isso algo normal e interessante, pois todos apóiam.
Na nossa sociedade a gravidez na adolescência é considerada um importante problema de saúde pública no Brasil, sendo que desde 1970 vem aumentando o número de gravidezes e diminuindo a idade das adolescentes grávidas, entretanto estima-se que no Brasil, um milhão de nascidos vivos, a cada ano, tem mães com idade entre 10 e 19 anos, número que corresponde a 20% do total de nascidos vivos em nosso país.
A escola hoje em dia tem grande papel na vida de um jovem, já que ela é responsável por uma educação de qualidade, e compromisso. É muito importante que as escolas trabalhem com os alunos principalmente adolescentes, pois é uma fase muito complicada e cheias de turbulências.
A adolescência é uma fase bastante conturbada na maioria das vezes, em razão das descobertas, das idéias opostas às dos pais e irmãos, formação da identidade, fase na quais as conversas envolvem namoro, brincadeiras e tabus. É uma fase do desenvolvimento humano que está entre infância e a fase adulta. Muitas alterações são percebidas na fisiologia do organismo, nos pensamentos e nas atitudes desses jovens. É muito importante que as escolas trabalhem sobre sexualidade com os alunos, para que possam ter consciência de que tudo tem uma conseqüência.
Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérias conseqüências para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos, pois envolvem crises e conflitos. O que acontece é que esses jovens não estão preparados emocionalmente e nem mesmo financeiramente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer ou fugindo da própria realidade.
É de suma importância que a escola comunique e converse com os pais quando ocorrer esse tipo de coisa (gravidez), pois os pais devem saber tudo o que se passa com seu filho, é preciso bastante dialogo apoio da família, pois a família é a base que poderá proporcionar compreensão, segurança, afeto e auxílio para que tanto os adolescentes envolvidos quanto a criança que foi gerada se desenvolvam saudavelmente. Com o apoio da família, aborto e dificuldades de amamentação têm seus riscos diminuídos.
Muitas vezes isso nem sempre acontece, na qual sexualidade na adolescência continua a ser encarada pela família, pela escola e pela sociedade de uma forma negligente, desvalorizando esta fase da vida repleta de descobertas e emoções ,permitindo que as experiências sejam vividas na ignorância ou proibindo através da condenação moral como forma de dissuasão.
Desenvolvida nos Estados Unidos em meados de 1986, ainda vem se popularizando no BRASIL através do site www.akivendetudo.com.br e crescendo a passos largos. Para se ter uma idéia, pode-se economizar de 50 a 90% do valor real de Mercado.
As compras compartilhadas aparecem como modalidade cada vez mais comum nos hábitos da classe C. O maior estrato demográfico do país tem mostrado que não dispensa uma boa companhia na hora de comprar.
Segundo o Data Popular, 39% dos entrevistados das classes C e D participaram de alguma compra compartilhada no período de um mês. Já nas classes A e B o número cai para 10%.
O termo Depressão pode significar um sintoma que faz parte de inúmeros distúrbios emocionais sem ser exclusivo de nenhum deles, pode significar uma síndrome traduzida por muitos e variáveis sintomas somáticos ou ainda, pode significar uma doença, caracterizada por marcantes alterações afetivas
O Transtorno Depressivo Infantil é um transtorno do humor capaz de comprometer o desenvolvimento da criança ou do adolescente e interferir com seu processo de maturidade psicológica e social. São diferentes as manifestações da depressão infantil e dos adultos, possivelmente devido ao processo de desenvolvimento que existem na infância e adolescência.
A depressão foi considerada a principal doença psiquiátrica do século, afetando aproximadamente oito milhões de pessoas só na América do Norte (onde são feitas as principais pesquisas). A morbidade da depressão se reflete no fato de que os adultos deprimidos são 20 vezes mais propensos a morrer de acidentes ou de suicídio do que adultos sem transtorno psiquiátrico.
Entretanto estima-se que a Depressão Infantil afete uma em cada 20 crianças abaixo dos 10 anos de idade. As crianças não possuem vocabulário suficiente para expressar seus sentimentos. Em geral, fazem isso melhor através de atitudes. E quem tem paciência hoje em dia para prestar atenção em atitudes que perturbam? Quem nunca criou um rótulo instantâneo e descartável para um filho ou sobrinho de comportamento irritante? Infelizmente, em alguns casos, a crise de pirraça ou aquela agitação toda eram manifestações de um quadro depressivo. È de suma importância que o professor fique atento às atitudes que a criança apresenta, no comportamento tais como tristeza, ansiedade, expectativa pessimista, mudanças no hábito alimentar e no sono ou, por outro lado, problemas físicos, como dores inespecíficas, fraqueza, tonturas, mal estar geral que não respondem ao tratamento médico habitual.
Apesar da tamanha importância da Depressão infantil em relação à qualidade de vida, interfere principalmente nos estudos, às dificuldades na escola, no trabalho e no ajuste pessoal, esse quadro não tem sido devidamente valorizado por familiares e pediatras e nem adequadamente diagnosticado.
Embora na maioria das crianças a sintomatologia da Depressão seja atípica, alguns podem apresentar sintomas clássicos de Depressão, tais como Na criança a Depressão, em sua forma atípica, esconde verdadeiros sentimentos depressivos sob uma máscara de irritabilidade, de agressividade, hiperatividade e rebeldia. As crianças mais novas, devido a falta de habilidade para uma comunicação que demonstre seu verdadeiro estado emocional, também manifestam a Depressão atípica, notadamente com hiperatividade.
A depressão na criança e/ou adolescente pode ter início com perda de interesse pelas atividades que habitualmente eram interessantes, manifestando-se como uma espécie de aborrecimento constante diante dos jogos, brincadeiras, esportes, ou seja, a atividade acaba sendo insignificante para a
Nas crianças e adolescentes é comum a Depressão ser acompanhada também de sintomas físicos, tais como fatiga perda de apetite, diminuição da atividade, queixas inespecíficas, tais como cefaléias, dor nas pernas, náuseas, vômitos, cólicas intestinais, vista escura, tonturas, etc.
A Depressão Infantil pode afetar o rendimento escolar, o desenvolvimento emocional normal e a estabilidade de toda a família, resultando em uma maior incidência de violência doméstica e abuso de drogas. Sem tratamento adequado, 40% das crianças afetadas apresentarão uma crise grave de Depressão. Por isso são importante e necessário que os pais fiquem atento a qualquer tipo de atitude ou comportamento que não são características da criança, os pais devem dar atenção, carinho, amor compreender as crianças, levantado sempre o auto-estima, motivando-as em tudo que forem fazer e assim ter uma vida saudável.